Ao abrir das cortinas eu já sabia o que esperar, o palco inteiro resumido à orquestra e ao coro de vozes, 3 microfones alinhados à frente e ao lado o piano, a bateria e as guitarras e baixos ao fundo. A decorar o palco, pendiam vários cartazes com as palavras pop, Amália e hoje. No fundo do palco várias telas brancas com um pano vermelho por trás.
Entram em fila, sob a ovação de uma sala cheia.
Aos primeiros acordes do primeiro tema e do primeiro inédito que apresentariam, "Com que voz", sente-se o silêncio na assistência.
Seguiram-se as boas vindas e mais um aplauso louco; mais uma música, "Grito" entoada por Fernando Ribeiro.
No palco, ao seu lado ia deslizando Sónia Tavares, com um imponente vestido negro.
Paulo Praça, O gajo do Norte, inicia "Nome de Rua" e praticamente o Coliseu veio abaixo!! No fim, dizia ele para Fernando Ribeiro "percebes agora o que significa vir ao Porto?"
A verdade é que, e perdoem-me as outras zonas do País este “bairrismo” de que sofro, não há concertos como no Porto. Nenhum artista é tão acarinhado e tão bravamente aplaudido como aqui. Até Paulo Praça, gajo de cá, estava abismado com tamanha recepção.
Cantaram todo o cd, mais 3 inéditos e se, em outros lados, Fernando Ribeiro, Paulo Praça e Nuno Gonçalves foram deixados no esquecimento pela interpretação de Sónia Tavares, por aqui isso não aconteceu. Paulo Praça mostrou porque é que nasceu cá e Fernando Ribeiro mostrou que saiu (temporariamente) do
dark side of the force.

Resumindo, dinheirinho bem empregue e a memória de uma grande noite!